44,7% dos cearenses são pobres; 1,25 milhão segue na extrema pobreza

44,7% dos cearenses são pobres; 1,25 milhão segue na extrema pobreza

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6 dez 2018

O número de cearenses que vivem na extrema pobreza, ou seja, com menos de US$ 1,90 por dia (menos de R$ 140/mês), permanece alto, em estáveis 13,9%. Isto representa 1.253.224 dos habitantes do Estado. Proporcionalmente, o percentual permaneceu o mesmo, mas, como a população do Estado naturalmente aumentou, agora são 8.340 pessoas a mais nesta faixa de renda.

 

(Foto: Mateus Dantas/O POVO)

 

No Brasil, o indicador subiu de 6,6% da população (13,5 milhões) em 2016 para 7,4% (15,2 milhões) em 2017: 1,7 milhão de pessoas a mais na extrema pobreza.

 

O percentual foi ratificado pela Síntese dos Indicadores Sociais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (SIS/IBGE), com base nas mensuráveis sugeridas pelo Banco Mundial para a incidência da pobreza monetária – linha global de US$ 1,90 – sugerida para países de baixa renda, como parte dos países da África e países marcados por conflitos recentes como Afeganistão, Haiti e Síria. Os números foram divulgados nesta quarta-feira, 5.

 

O trabalho tem como principal fonte de dados para a construção dos indicadores a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) de 2012 a 2017. Segundo o IBGE, o crescimento do percentual na faixa de extrema pobreza subiu em todo o País, com exceção da Região Norte, onde ficou estável.

 

O País tem 15 estados com percentual de população em extrema pobreza que supera a média nacional, sendo os destaques mais negativos o Maranhão (54,1%) e Alagoas (48,9%). No Sul, Santa Catarina (8,5%) e Rio Grande do Sul (13,5%) apresentaram os menores percentuais. Rio de Janeiro (19%), São Paulo (14,9%), Minas Gerais (20,9%) e Espírito Santo (21,7%) ficaram abaixo da média nacional.

 

Linha de rendimentos

 

O Brasil é classificado entre os países com renda média-alta, para os quais o
Banco Mundial sugere a linha de US$ 5,5 para classificar as pessoas na pobreza.

 

Em 2017, eram 26,5% dos brasileiros nessa faixa de renda, enquanto no ano anterior ficou em 25,7%.

 

Os domicílios com renda per capita de 1/4 do salário mínimo (R$ 234,25) eram 12,6% dos domicílios em 2016. O número subiu para 13% em 2017 – alta de 0,4 ponto percentual no intervalo. O Nordeste teve o maior avanço de pessoas nessa condição: eram 23,9% em 2016 e passaram a 25%, alta de 1,1 ponto percentual.

 

Houve elevação ainda na proporção de crianças e adolescentes brasileiros (de 0 a 14 anos) que viviam com rendimentos até US$ 5,5 por dia. Saiu de 42,9% para 43,4%, no período.

 

Pobres: de acordo com definição do Banco Mundial, são pessoas com rendimento até US$ 5,5 por dia ou R$ 406 por mês. A maior parte dessas pessoas, mais de 25 milhões, estava na Região Nordeste.

 

Fonte: O Povo

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