A armadilha das redes sociais

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16 maio 2016

*Por Pedro Guedes

 

Foto: Ilustrativa / Divulgação / Internet

Foto: Ilustrativa / Divulgação / Internet

Já existe certa preocupação diante da tendência cada vez maior do uso exagerado da mídia social. Nestes tempos modernos que atinge, em especial, as novas gerações, o uso inadequado dessas fermentas já tem causado danos irreversíveis aos seus usuários. Não seja você o próximo. Essa geração móbile faz do seu dia-a-dia um instrumento de mobilização e exposição social, que chega à beira de um grande precipício.

 

Vivemos de fato, numa “sociedade espetáculo”: A celebração da imagem individual é também perigosa. Isso tem produzido, de certa forma, um distanciamento enorme entre pessoas. O contato, o abraço, o aperto de mão ficam substituídos por uma curtida, um compartilhamento, uma selfie… Isso não é o suficiente diante de uma carência maior do calor humano.

 

Imagem já chega a ser tudo. Aliás, no ano passado (2015), foi divulgada uma pesquisa pelo Dicionário Oxford afirmando que a palavra selfie teria sido eleita a palavra do ano. Isso mesmo, a palavra do ano. Grande coisa! Decerto, o avanço da tecnologia tem facilitando e tanto os conhecimentos e o cotidiano das pessoas e até nos aproximado, mas friamente, sem o palpável, sem o abraço e a vibração de um sorriso cara a cara.

 

O que me assusta, talvez, é que nas redes sociais, verifica-se uma verdadeira estimulação do ego com as imagens próprias, vídeos, clipes e as exageradas e perigosas conversas entre os whatsApps da vida. Essa visualização mostra-nos um mundo enganoso, quando sabemos que estamos vivos, mas ao mesmo tempo, carentes e vazios, mergulhados no chamado: vazio existencial. A mídia, os recursos tecnológicos sentenciam: Você precisa aparecer, enquanto que humanamente, estamos morrendo.

 

Afinal, qual o sentido disso tudo? Não sei. Só sei que há facilitação demais, pra tudo. Mas o perigo está à porta, o melhor, na simples tela de um aparentemente inofensivo celular, um micro.

 

Cuidado! Isso pode comandar nossa vida… não exagere, apenas faça um bom uso dessa maravilha: as ferramentas sociais. Lembre-se, usadas indiscriminadamente, pode levar alguém ao duvidoso, ao pernicioso, à moléstia… Não é uma questão de idade. Crianças, adultos e idosos podem ser vítimas de uma viagem sem volta, causada pelo exagero e expansão de novas mídias sociais, quase que irresistíveis.

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