Alemanha ganha 1º título mundial europeu nas Américas

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14 jul 2014

O mérito foi premiado na Copa do Mundo do Brasil. A Alemanha pôs fim a um jejum de 24 anos sem títulos mundiais e chegou à sua quarta conquista (1954, 1974, 1990 e 2014) ao bater a Argentina na prorrogação por 1 a 0.

 

Jogada

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O gol de Mario Götze, a oito minutos do fim, além de pintar o Rio de Janeiro de vermelho, amarelo e preto, decretou a consagração de uma geração vencedora, que, com um trabalho realizado a longo prazo, finalmente rendeu seus melhores frutos.

Foi a terceira vez consecutiva que os alemães destruiram o sonho argentino em Copas. Também foi repetido o resultado de 1990, quando ambos definiram o título na Itália.

O jogo

JOGADA

Foto: Cid Barbosa.

Num Maracanã absolutamente dividido entre as torcidas de Alemanha – esta reforçada por brasileiros – e Argentina, as duas equipes expuseram suas estratégias logo no início. Eram os europeus atuando quase o tempo inteiro no campo de defesa dos sul-americanos, enquanto estes – sem contar com Di María, ainda se recuperando de lesão – que ficou no banco de reservas – buscavam aquela bola preciosa que definiria a partida em contra-ataques velozes.

 

O domínio dos alemães foi atestado ao fim da primeira etapa, quando as estatísticas apontavam posse de bola de 65% a 35% para os tedescos. Mas uma das jogadas mais agudas da primeira etapa foi “albiceleste”. Aos 20, Higuaín perdeu gol incrível num recuo equivocado de Toni Kroos. Cara a cara com Neuer, o atacante, atrapalhado por Hummels, mandou por fora.

 

Um minuto depois, o treinador alemão foi obrigado a fazer uma mudança: Kramer saiu, sentindo uma pancada forte na cabeça. Joachim Low pôs o atacante Schürrle no lugar do volante.

 

Os europeus, que obtiveram 22 jogadas ofensivas no primeiro tempo contra seis dos argentinos, quase marcaram com Kroos, aos 43, obrigando Romero a trabalhar. Aos 46, a chance mais clara de gol alemã no 1º tempo: Höwedes acertou a trave após cobrança de escanteio.

 

O jogo seguiu com o mesmo panorama na volta para o intervalo. Embora ainda mantivesse vantagem expressiva na posse de bola, a Alemanha era menos incisiva e não ameaçava com frequência o gol de Romero.

 

E assim, o maior craque em campo se sentia mais à vontade para tentar se sobressair. Logo a um minuto, Messi quase marcou em jogada pela esquerda bem ao seu estilo.

 

A partir dali, os times pareciam mais receosos em arriscar e o jogo não teve mais nenhum lance claro de gol no 2º tempo.

 

O lance que levantou mais as torcidas foi a invasão de campo de um torcedor, aos 37.

Gol do tetra

Se o segundo tempo teve queda em termos de emoção, a prorrogação começou a todo vapor. Logo na saída de bola, Schürrle quase marcou depois de boa trama alemã pela esquerda.

 

A resposta argentina veio aos seis, quando Palácio perdeu chance na cara de Neuer ao tentar encobrir o camisa 1 alemão.

 

No fim da primeira etapa do tempo-extra, começou a ecoar no Maracanã o hino argentino, cantado com força e convicção pela torcida celeste e branca.

 

Ironicamente, em seguida, saiu o gol do tetra alemão. E foi com o jovem Götze, aproveitando cruzamento da esquerda. Ele matou no peito e fuzilou o goleiro Romero, para a festa da torcida alemã, aos sete minutos.

 

Estava encerrado o segundo Mundial brasileiro e decretada a justiça a quem, nos últimos dez anos, mais perseverou para levar a taça dourada.

Diário do Nordeste

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