Alunos da Escola Monsenhor Vicente Bezerra se mobilizam contra decisão da SEDUC-CE

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14 dez 2015

Um grupo de alunos do 9º Ano, do turno da tarde da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra, educandário da Rede Estadual de Ensino, localizada no Bairro Araçá, em Aurora, estão se mobilizando por meio de um “Abaixo Assinado” para terem seus direitos assegurados e puderem continuar a estudar na referida escola no próximo ano letivo.

 

Escola Monsenhor Vicente Bezerra, localizada no Bairro Araçá. FOTO: RENATO BRITO / AQUICONECTADOS

Escola Monsenhor Vicente Bezerra, localizada no Bairro Araçá. FOTO: RENATO BRITO / AQUICONECTADOS

 

O fato é que, a Secretaria da Educação do Estado do Ceará (SEDUC-CE), através da Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação (20ª CREDE), sediada na cidade de Brejo Santo já determinou que a partir do próximo ano; a Escola Monsenhor Vicente Bezerra estará impedida de abrir novas turmas de 1º Ano do Ensino Médio, restando aos concludentes do ensino fundamental da Escola Monsenhor, bem como, das Escolas Municipais, optarem por Tabelião José Pinto Quezado – na Vila Paulo Gonçalves ou Leopoldina Gonçalves Quezado – no Bairro Araçá, ambas situadas na sede do município.

 

Até o momento mais 300 assinaturas já foram coletadas pelos alunos. FOTO: REPROD. FACEBOOK / #FechaNãoMonsenhor

Até o momento mais 300 assinaturas já foram coletadas pelos alunos. FOTO: REPROD. FACEBOOK / #FechaNãoMonsenhor

Para tentarem reverter o preocupante quadro, os estudantes pretendem recolher pelo menos 1.000 assinaturas. FOTO: REPROD. FACEBOOK / #FechaNãoMonsenhor

Para tentarem reverter o preocupante quadro, os estudantes pretendem recolher pelo menos 1.000 assinaturas. FOTO: REPROD. FACEBOOK / #FechaNãoMonsenhor

Para tentarem reverter o preocupante quadro, os estudantes pretendem recolher pelo menos 1.000 assinaturas, entre alunos, ex-alunos e a comunidade do Bairro Araçá, em protesto à medida tomada pela SEDUC, através da 20ª CREDE. Após o encerramento do recolhimento das assinaturas, os jovens estudantes pretendem encaminhar o “Abaixo Assinado” ao Ministério Público para que providências sejam tomadas.

 

Até o momento mais 300 assinaturas já foram coletadas pelos alunos.

 

Os respectivos alunos do 9º Ano alegam que não seria justo terem que se deslocar do Bairro Araçá para a Vila Paulo Gonçalves para puderem continuar estudando. Além disso, eles reclamam que se escolhessem cursar o Ensino Médio na Escola Profissionalizante Leopoldina Gonçalves, aquele educandário não teria condições de atender a demanda, portanto, faltariam vagas.

 

Os alunos chamam a atenção também para o fato, segundo eles, de haver procura suficiente para abertura de novas turmas de 1º Ano do Ensino Médio. “Só estamos querendo ter o nosso direito respeitado, ou seja, de pudermos continuar estudando no Monsenhor”, disse a estudante Luana Áquila, que mora no Bairro São Benedito. Já o estudante Jonatas Santos, que há quatro anos estuda na Escola; lembra: “Não estamos buscando desclassificar qualquer que seja a escola, apenas compartilhamos o desejo de continuar estudando no Monsenhor, além de considerar a atitude da SEDUC uma injustiça muito grande, afinal são 88 anos de história”.

 

A única turma do 9º Ano do Ensino Fundamental existente na Escola Monsenhor conta com 44 estudantes. A formação de apenas uma turma no período da tarde já foi uma determinação anterior da SEDUC.
A Escola Monsenhor Vicente Bezerra é o educandário mais antigo do município de Aurora e trás consigo um histórico de muito sucesso, sendo uma das escolas mais queridas do município de Aurora, além de prestar um ensino de qualidade, ao alcance de todos.

 

A luta dos alunos para garantir o direito de ingressar no ensino médio na Escola Monsenhor Vicente Bezerra ganhou o reforço de uma página no Facebook, idealizada pelos próprios alunos, intitulada de #FechaNãoMonsenhor, que já conta com quase 150 seguidores. Na Fanpage, alunos, ex-alunos, pais de alunos e pessoas em geral deixam mensagens de apoio a ideia e com isso encorajam cada vez mais o grupo de estudantes.

 

A direção da Escola, bem como os professores não se manifestaram sobre o assunto, talvez por temerem retaliação, no entanto, demonstram preocupação. Segundo algumas pessoas ouvidas pela reportagem, a ideia do Estado seria fechar definitivamente a Escola Monsenhor nos próximos anos. Alguns já dão como certo o ocorrido para 2017.

 

Da Redação

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