ARTIGO – Dilma já é carta fora do baralho

ARTIGO – Dilma já é carta fora do baralho

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3 maio 2016

POR: *PEDRO GUEDES

 

Desesperadamente a presidente Dilma tenta se agarrar ao poder como se dele precisasse para viver. Derrotada na Câmara Federal, já sabe perfeitamente que não há saída, mesmo assim, já tentou de tudo: foi ao exterior, ameaçando, chamar o seu impedimento de golpe, ameaçou o Temer, fez discurso improvisado pra meia dúzia de babões, falou mal da imprensa e agora por último, ameniza com promessas de reajuste para o Bolsa como se tivesse colocando um chupeta na boca de um menino chorão.

 

Ela sabe perfeitamente que não há mais saída. Agora é tarde. Essa mulher perdeu uma ótima oportunidade de se destacar no seu governo. Teve tudo o que queria: O PMDB do seu lado(ninguém governa sem ele), entidades de classe, a sombra constante do seu pai político Lula, grandes economistas orientando as finanças(diga-se, Guido Mantega) e o mais importante, o apoio da massa popular, que apesar dos desmandos, essa ainda continua em boa parte, defendendo esse desastre. Resumindo, a presidente foi do céu ao inferno.

 

Num passado bem recente teve seu nome mencionado na Revista Forbes como um das mulheres mais influentes do mundo. Agora, não passa de uma senhora atrapalhada que deixou o arroz queimar enquanto seus convidados a convidavam para fazer “traquinagem” na sala. Isso custou muito caro e pode custar até a sua execração política e moral.

 

O opróbrio de Dilma está apenas começando. A situação é tão grave que nem o seu advogado Eduardo Cardozo (AGU), não consegue emplacar na defesa governamental e até agora, não ofereceu ainda nada convincente ao que lhe pedem. É tanto, que no depoimento no Senado, sofreu uma grande humilhação, onde o senador, Magno Malta, numa tarde inspiradíssima e cheio de documentos e provas, “sentou-lhe a pua”, provando que houve realmente o crime de responsabilidade fiscal, por parte do governo, com as chamadas pedaladas.

 

Não restou outra coisa, o seu interlocutor gaguejar, gaguejar e dentro do seu íntimo, sentir uma vontade danada de enfiar a viola num saco e sair pela tangente. É, tudo vai de mal a pior pra Dilma, nem mesmo, um dos advogados mais experientes do País, no caso, o Eduardo Cardozo, seu defensor, consegue inspiração jurídica para defendê-la e já começa a se mexer na dança do criolo doido. Ah, a Dilma vai junto…

 

Essa senhora que antes era um poste, agora não passa de uma mera figura de decoração política no comando do País. Uma governanta que não consegue 1/3 de aprovação no parlamento e ainda suscetível à cassação, não conseguirá levar nem mais um projeto adiante. Isso é um fato e… pronto.

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