Ataques a bancos: Ceará registra menor índice dos últimos 3 anos

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10 set 2014
Em março deste ano, assaltantes explodiram banco em Paramoti. (Foto: Mauri Melo)

Em março deste ano, assaltantes explodiram banco em Paramoti. (Foto: Mauri Melo)

O número de casos de ataques a bancos e instituições financeiras registrado no Ceará em 2014, entre janeiro e agosto, é o menor dos últimos três anos. No total, foram 46 ações em território cearense. O volume é 28% menor que os crimes praticados no mesmo período de 2013, quando houve 64 ataques no Estado. Já em 2012, foram 50 ações nos oito primeiros meses do ano, segundo balanço feito pelo O POVO, com base nos dados do Sindicato dos Bancários.

 

A média registrada em 2014 foi de uma ação a cada cinco dias. O último caso registrado foi na cidade de Alto Santo, a 241 quilômetros de Fortaleza, no dia 28 de agosto, quando uma agência bancária do Bradesco foi explodida em plena madrugada. Segundo informações da Polícia Civil, um grupo formado por cerca de oito homens se dividiu em duas equipes e atacou o banco e o posto policial da cidade.

 

Denúncias

A titular da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) e responsável pela investigação dos crimes de assalto a banco, o delegado Raphael Villarinho atribuiu o desempenho ao trabalho de integração realizado entre as Polícias Civil e Militar, além da ação conjunta com os estados do Nordeste, que vinham sendo executadas através da operação “Divisa Segura”, que viabilizou a criação da Coordenadoria Integrada de Segurança Pública do Nordeste (Cisp/NE), do Ministério da Justiça.

 

“Isso é resultado desse trabalho de integração e do esforço que estamos fazendo, além da ajuda da população, que é indispensável. Estamos recebendo muito denúncias ultimamente”, disse o delegado. Segundo ele, cerca de 80 pessoas foram presas por envolvimento em ações contra instituições financeiras.

 

Este ano, o mês de julho foi o que registrou o maior volume de ocorrências, com oito casos. Em junho, porém, houve quatro ataques. Segundo Villarinho, a expectativa é que a queda no número de ações se mantenha, já que a criação da Cisp/NE permite que vários projetos e demandas comuns sejam trabalhadas de maneira coletiva pelos nove estados da Região.

 

“Estamos realizando várias oficinas temáticas para pôr em prática algumas ideias. Todo mês nos encontramos e estamos propondo diversas ações práticas para reduzir o número de ataques. A ideia principal é continuar usando o Centro Integrado de Controle e Comando e Controle Regional (CICCR) de forma conjunta com os outros estados, como fizemos na Copa do Mundo e obtivemos um excelente resultado”, concluiu.

 

O Povo Online

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