Audiência cai, e Globo joga fora quatro novidades do Fantástico

PUBLICIDADE
19 ago 2014

Quatro das “inovações” introduzidas pelo Fantástico em abril já foram jogadas no lixo da Globo. Menos de quatro meses depois da estreia do novo formato, o programa desistiu de mostrar as reuniões em que os jornalistas discutem os assuntos da semana, deixou de convidar um famoso para sugerir uma reportagem, aposentou a ideia de expor seus apresentadores conversando em telões com correspondentes e mandou para o depósito um robô de telepresença, apelidado sugestivamente de Tilt.

 

Tadeu Schmidt no programa do último domingo, logo após tocar viola com Michel Teló no cenário do programa. (Foto / Reprodução / TV Globo)

Tadeu Schmidt no programa do último domingo, logo após tocar viola com Michel Teló no cenário do programa. (Foto / Reprodução / TV Globo)

Todas essas novidades foram bombardeadas por telespectadores e profissionais da própria emissora. Foram introduzidas na reforma do cenário, realizada na edição de 27 de abril. A ideia dos diretores do Fantástico era mostrar os bastidores do programa, como um reality show. As “inovações” foram sumindo lentamente durante a Copa do Mundo até desaparecerem completamente em agosto.

 

As firulas foram apontadas internamente como responsáveis pela queda de audiência do Fantástico. Nas 17 edições anteriores à reforma de cenário, o programa registrou média de 18,6 pontos na Grande São Paulo. Nas 17 edições posteriores, até o último domingo (17), a média foi de 18,0. No mesmo período do ano passado, a audiência média foi de 19,5.

 

Das novidades criticadas, foram mantidos apenas os cavalinhos fantoches que interagem com Tadeu Schmidt nos gols da rodada e “fanticons”, espécie de emoticons customizados. Os “fanticons” estão sendo usados com bastante parcimônia. No programa do último domingo (17), apareceram apenas durante entrevista com a atriz Bruna Marquezine e em reportagem sobre os jogos gays, disputados em Cleveland (EUA).

 

Avião desenhado em computador "invade" o cenário do Fantástico: tecnologia é personagem

Avião desenhado em computador “invade” o cenário do Fantástico: tecnologia é personagem

 

Os “fanticons” também perderam a proposta original: eles não exprimem mais “emoções” do público, que era convidado a escolher “carinhas” no site do programa que expressassem “sentimentos” diante de determinada entrevista ou reportagem. O público, que rejeitou a ideia, não vota mais. É a produção do programa que escolhe os desenhos que aparecem na tela.

 

Apesar do recuo, a tecnologia continua sendo um “personagem” do “novo” Fantástico. Grandes animais e objetos “invadem” o estúdio e imagens 3D. Na abertura do programa de domingo, um Cessna igual ao que viajava o candidato à Presidência Eduardo Campos entrou no cenário do programa e estacionou ao lado de Schmidt e Renata Vasconcelos.

 

A Comunicação da Globo diz que “é natural que ocorram mudanças constantes no Fantástico”: “Os quadros, participações e os recursos tecnológicos variam de acordo com a necessidade das pautas da semana, seja um pocket show, uma grande entrevista ou uma cobertura mais abrangente”.

 

Notícias da TV

Comentários