Bancários do Ceará entrarão em greve na terça-feira

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2 out 2015

O Povo – Bancários do Ceará deliberaram por greve em Assembleia geral realizada na noite de ontem. A paralisação, por tempo indeterminado, começa na próxima terça-feira (6). Segundo o sindicato da categoria, cerca de 300 bancários participaram da deliberação, definida por unanimidade.

 

Segundo os bancários, a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste de 5,5% não repõe a inflação, representando perda salarial real de 4%. . FOTO: RENATO BRITO / ARQUIVO AQUICONECTADOS

Segundo os bancários, a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste de 5,5% não repõe a inflação, representando perda salarial real de 4%. FOTO: RENATO BRITO / ARQUIVO AQUICONECTADOS

A alegação da entidade é que bancos e Governo não estão dispostos a negociar. De acordo com o Sindicato dos Bancários do Ceará , foram realizadas várias rodadas de negociação e os patrões não se mostraram dispostos a avançar.

 

Segundo os bancários, a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste de 5,5% não repõe a inflação, representando perda salarial real de 4%.

 

“Os bancários valorizaram o canal de diálogo e defenderam em mesa de negociação todas as reivindicações da categoria. Essa contraproposta dos bancos é um retrocesso absurdo. Queremos manter a política de aumento real e vamos à greve para mudar essa postura intransigente dos banqueiros”, afirmou o presidente do Sindicato, Carlos Eduardo Bezerra.

 

Os bancários reivindicam reajuste salarial de 16% (reposição da inflação mais 5,7% de aumento real), melhores condições de trabalho, fim do que consideram metas abusivas, fim do assédio moral, mais contratações, fim das demissões, mais segurança, entre outros pleitos.

 

A categoria realiza assembleia organizativa na próxima segunda-feira, 5, às 19h, na sede do Sindicato.

 

Além do Ceará, os sindicatos de São Paulo, Brasília e Porto Alegre também deflagraram greves. Todas começam no dia 6. Ainda há assembleias a acontecer pelo País.

 

O POVO tentou entrar em contato com a Fenaban e com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), mas as ligações não foram atendidas.

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