Base de Camilo acredita que Capitão Wagner ameaçaria reeleição de Eunício

PUBLICIDADE
13 dez 2017

FOTO: DIVULGAÇÃO

Apesar da aproximação entre Camilo Santana (PT) e Eunício Oliveira (PMDB), membros da própria base dizem não acreditar em reeleição fácil do peemedebista ao Senado em 2018. Em projeções de aliados do governador, nomes mais fortes para o cargo de senador no próximo ano seriam, no caso de uma aliança PT e PMDB, os de Cid Gomes (PDT) e Capitão Wagner (PR).

 

A força do deputado, no entanto, estaria condicionada a uma candidatura de Tasso Jereissati (PSDB) ao governo. Vista como forma de “facilitar” vida de Eunício na reeleição, aliança com o governo foi apontada como um dos principais fatores que podem prejudicar o peemedebista na disputa.

 

“O Cid tá eleito, isso é fato. Mas o Eunício, indo em chapa com ele, teria que se explicar muito, pegaria mal”, disse um membro da base, que preferiu não se identificar. “A expectativa é clara que, em uma disputa, Cid e Wagner polarizem. Até pelo histórico. Aí o Eunício perderia o voto dos descontentes, que tendem a migrar para o Capitão”, avalia.

 

Já para Sérgio Aguiar (PDT), outro membro da base, deve ser destacado ainda o poder de Tasso em “puxar” um nome ao Senado.

 

“Essa segunda vaga é complicada. Acredito que o Eunício está se mobilizando, fazendo força, liberando recursos, conversando com prefeitos, para se fortalecer”, diz.

 

“Porque em uma disputa acirrada, com o Tasso, que é um nome muito forte, como candidato, certamente seria um embate muito forte, e o cearense vota muito em chapa, acabaria trazendo muito voto conjunto”, diz. “Martelo batido”

 

Na manhã de ontem, corredores da Assembleia já davam como “fato consumado” a aliança entre Camilo e Eunício e a candidatura de Tasso para 2018. No próprio plenário, Antônio Granja (PDT) rabiscava com outros deputados possíveis coligações proporcionais para o pleito, sempre incluindo peemedebistas entre os aliados.

 

Em nenhum dos casos, no entanto, existe ainda decisão oficial.

 

Apesar da insistência de opositores, o próprio Tasso Jereissati ainda resiste a confirmar candidatura. Apesar disso, principais líderes do bloco PSDB, PSD, PR e SD ainda apostam na entrada do senador na disputa.

 

Eunício Oliveira, por sua vez, ainda evita falar sobre eleição. “2018 vai ser discutido em 2018”, disse na sexta-feira passada. Apesar disso, o senador tem divulgados nas redes sociais diversos vídeos com mensagens de apoio de prefeitos do Interior do Estado – de base e oposição -, que destacam recursos articulados pelo senador.

 

Para deputados estaduais, as publicações são “mensagem cifrada” de costuras do senador de olho em apoios para a eleição. “O Eunício é presidente do Congresso. Você acha mesmo que ele ficaria gravando com prefeito de cidade de 20 mil habitantes se isso não tivesse um peso estratégico em 2018?”, questionou um parlamentar.

 

O Povo

Comentários