Ceará tem 3 casos suspeitos de doença misteriosa

Ceará tem 3 casos suspeitos de doença misteriosa

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13 jan 2017

O Ceará registrou três casos suspeitos de “mialgia aguda a esclarecer”, a síndrome ainda misteriosa que está sendo chamada de “doença da urina preta”.

O Ceará registrou três casos suspeitos de “mialgia aguda a esclarecer”, a síndrome ainda misteriosa que está sendo chamada de “doença da urina preta”. Os dados foram divulgados, ontem, pela Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa). Em nota técnica, a Pasta informou que os registros estão em investigação e as amostras colhidas estão em fase de análise.

 

De acordo com a Sesa, os sinais e sintomas apresentados foram: dores musculares intensas de início súbito, acometendo, principalmente, a região cervical, membros inferiores e superiores e mudança na tonalidade da urina (variando entre vermelho escuro e castanho). Nenhum dos pacientes apresentou febre, cefaleia, artralgia (dor articular) ou exantema (erupção cultânea).

 

Os três casos no Estado foram notificados até o último dia 10. A Sesa afirma que foi realizada a coleta de amostras dos pacientes para diagnóstico laboratorial e que tanto a Pasta quanto a Secretaria de Saúde do Município de Fortaleza (SME) estão monitorando a investigação, com objetivo de esclarecer a síndrome, e também estão considerando os casos registrados na Bahia.

 

Em visita ao Ceará, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou que a Pasta está acompanhando os casos e que na Bahia não houve mais incidência da doença. “É uma questão que está sendo acompanhada, nós esperamos logo ter a possibilidade de identificar efetivamente o que se trata e providenciar os cuidados para que ela não se propague”, acrescentou o gestor, que tentou diminuir a preocupação em torno da nova moléstia. “Vamos aguardas os estudos. No momento nossa preocupação é coma a febre amarela e o estado do Ceará não está em alerta, mas temos 19 estados com confirmações”, desconversou.

 

Definição

 

Já o secretário da Saúde do Ceará, Henrique Javi, afirmou que a doença é uma condição nova e que os três casos ainda estão em investigação, não tendo uma definição clara da causa. Sobre os registros, o titular da Saúde revela: “um dos nossos casos é de uma pessoa que veio da Bahia, esteve no Ceará no fim do ano e voltou para lá com sintomas. Os outros dois casos são do Ceará. Um é da família da pessoa que veio da Bahia. O terceiro também teve um convívio, no mesmo local, na mesma região”.

 

Javi reforça que é preciso ter cautela para entender a doença e diz que os quadros das pessoas no Ceará são estáveis. “Os dois são de Fortaleza. A pessoa que foi para a Bahia era uma mulher. Os outros dois casos, se não me engano, são masculinos”, complementou. Segundo a Pasta estadual, o tratamento da doença é sintomático e recomenda-se observar a mudança na tonalidade da urina como sinal de alerta; neste caso o paciente deve ser hidratado imediatamente. Não é recomendado, nesses casos, o uso de anti-inflamatórios.

 

Na nota técnica, a Sesa informa que a mialgia aguda a esclarecer não é uma doença de notificação compulsória, porém deve haver notificação imediata dos pacientes que apresentarem os sintomas ao Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS).

 

A secretaria orienta ainda que devem ser coletados os seguintes exames em casos de pacientes suspeitos, que devem ser encaminhados para o Laboratório Central do Estado(Lacen): fezes (in natura); urina (mínimo de 03 ml); soro (mínimo de 03 ml); hemocultura.

 

Os primeiros casos da doença surgiram em dezembro de 2016, na Bahia. Na época, o governo baiano emitiu alerta epidemiológico informando às unidades de saúde do Estado sobre a doença, chamada “mialgia aguda a esclarecer”. Até 5 de janeiro deste ano, o governo da Bahia registrou 52 casos suspeitos, todos na Região Metropolitana de Salvador. No boletim anterior, de 19 de dezembro, 22 foram notificados.

 

Bahia

 

Um homem que apresentava sintomas de uma “doença misteriosa” que causa forte dor muscular, além de urina na coloração escura, morreu na cidade de Vera Cruz, na Região Metropolitana de Salvador, no último dia 31 de dezembro.

 

A informação foi divulgada na última terça-feira (10) pela Secretaria de Saúde da Bahia. O governo daquele Estado investiga a causa da morte e não confirma a correlação com a doença. Há suspeita que ele tenha sofrido um infarto. Uma segunda vítima com sintomas da doença faleceu no último dia 7.

 

Fonte: Diário do Nordeste

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