Ceará tem redução de 22% de diagnósticos de Aids

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18 jul 2014
De acordo com a Prefeitura, campanhas de testagem de HIV estão entre as ações realizadas na Capital para a redução dos números da Aids. (Foto: Kiko Silva)

De acordo com a Prefeitura, campanhas de testagem de HIV estão entre as ações realizadas na Capital para a redução dos números da Aids. (Foto: Kiko Silva)

O vírus da Aids ainda é um grande desafio a ser enfrentado. Entretanto, no Ceará, entre os anos de 2012 e 2014, houve uma redução de 22% no número de casos diagnosticados, segundo a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa). Campanhas de conscientização da doença, prevenção, distribuição de preservativos, diagnóstico precoce são responsáveis pela baixa no número de infectados no Ceará, conforme o órgão.

 

Os dados ainda oscilam bastante, haja vista que, de 2008 a 2012, houve um aumento de 10%. “Ainda é muito cedo pra dizer que esses números vão se confirmar e estabilizar”, afirma a coordenadora estadual de DST/Aids, Telma Martins.

 

Ainda de acordo com os dados da Sesa, do ano de 2007 até este mês, 6.495 casos foram contabilizados. Segundo a coordenadora, o número expressa pessoas que já tÊm Aids, e não o retrato de novas infecções.

 

A faixa etária mais atingida pela doença, no Ceará, é de 30 a 33 anos. Telma explica que o Estado tem quase totalidade de municípios com casos de Aids. “Apenas quatro nunca foram notificados. Mas isso não significa que não iremos trabalhar nesses locais com a prevenção do vírus”. Apesar disso, dos 184 municípios, apenas 23 respondem a 83% dos casos.

 

Para reduzir cada vez mais o número de pessoas infectadas, a Sesa realiza, além de ações de ampliação de diagnóstico, testes rápidos que, em apenas 20 minutos, diagnosticam o soropositivo. “O nosso objetivo é descobrir cada vez mais precocemente para que o portador possa ser beneficiado com o tratamento”.

 

Brasil

Enquanto isso, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids (Unaids) indicou que as novas infecções por HIV no Brasil aumentaram 11% de 2005 a 2013.

 

“A epidemia de Aids não tem o mesmo perfil em todas as regiões brasileiras. No Norte e Nordeste, ainda há a tendência de crescimento”, explica Telma Martins. Apesar dos números variarem bastante, o aumento no Brasil e redução no Ceará mostra que o Estado caminha a favor da melhoria.

 

O técnico de DST/AIDS e hepatites virais da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Marcos Paiva, opina que, apesar de serem distribuídas, em média, 10 milhões de preservativos por ano, Fortaleza ainda tem uma população vulnerável. “Hoje, contamos com nove unidades de atendimento para pessoas com HIV/Aids, fazemos parte do projeto Fique Sabendo Jovem, em parceria com a Unicef, Ministério da Saúde e Prefeitura, realizamos campanhas de testagem, além de cursos”, certifica Paiva.

 

Diário do Nordeste

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