Chuvas no CE ficam 21,6% abaixo da média nos 4 primeiros meses do ano

Chuvas no CE ficam 21,6% abaixo da média nos 4 primeiros meses do ano

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4 maio 2016
FOTO:Arquivo Aquiconectados/RENATO BRITO

FOTO:Arquivo Aquiconectados/RENATO BRITO

De 1° de janeiro a 30 de abril choveu 477,6 milímetros em todo o Ceará. A média histórica para esses quatro primeiros meses do ano é de 608,8 milímetros, o que significa dizer que choveu neste ano 21,6% abaixo da média. Nos quatro primeiros meses do ano, janeiro foi o único mês onde as chuvas ficaram acima da média: choveu 192 milímetros, quando a média histórica do mês é 98,7mm, representando um desvio positivo de 95,4%.

 

Os dados, da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), confirmam a previsão realizada em janeiro de que o Estado teria 65% de chance de ter chuva abaixo da média histórica no período. No Ceará, a quadra chuvosa é concentrada nos meses de fevereiro, março, abril e maio. Se considerar meses da quadra chuvosa, ou seja, os meses de fevereiro, março e abril, o desvio negativo chega a 44%.

 

A média do trimestre é de 510,1 milímetros e choveu 285,6 milímetros entre 1° de fevereiro e 30 de abril. “Uma das características da chuva no semiárido e na nossa região do litoral é a irregularidade das chuvas. De uma forma geral, todas as regiões do interior do Estado estão com chuvas abaixo da média”, explica o meteorologista da Funceme Davi Ferran.
Nível dos açudes
Como principal reflexo da falta de chuvas no Estado está o baixo nível do açudes que abastecem o Ceará. De acordo com a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), o volume médio dos 153 açudes monitorados pela Companhia apresentam um volume de 13,3%, o que representa 24,8 bilhões de metros cúbicos armazenados. De acordo com a Cogerh destacam-se os açudes Quandu, Caldeirões e Maranguapinho que iniciaram sangria.

 

É no semiárido que estão açudes importantes, como o Castanhão. Além de Fortaleza, outros 25 municípios são abastecidos pelo Castanhão, entre eles Nova Russas, distante 180 quilômetros da capital. No município, um perímetro irrigado depende da água do açude.

 

Atualmente, cinco mil hectares da região são utilizados para o cultivo de frutas, principalmente de melão e da melancia, que são exportadas para diversos países, o que coloca o Ceará entre os maiores exportadores de frutas do País.

 

O reservatório tem capacidade para armazenar 7,5 bilhões de metros cúbicos de água, mas atualmente acumula apenas 699,87 milhões, que representa apenas 10,45% da sua capacidade de armazenamento, o pior índice desde que foi inaugurado, há 12 anos, de acordo com informações da Cogerh.

 

“Nos preocupa a atividade econômica rural: a pecuária, a irrigação que consomem mais água. Vai precisar ter uma restrição maior ainda no uso e no atendimento da Região Metropolitana de Fortaleza e de cidades do Vale do Jaguaribe, regiões atendidas pelo Castanhão. Então, a gestão dessa água vai ter de ser mais efetivo, mais racional ainda. Vamos ter que fazer com que essa água dê para atravessar esse período seco que vai se apresentar a partir de junho”, alerta Francisco Teixeira, secretário de Recursos Hídricos do Estado.

 

G1 Ceará

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