Coelce pode voltar a ser estatal, defende deputado cearense na Assembleia

Coelce pode voltar a ser estatal, defende deputado cearense na Assembleia

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19 jul 2016
Sede da Coelce em Fortaleza (Foto: Reprodução)

Sede da Coelce em Fortaleza (Foto: Reprodução)

O deputado estadual Renato Roseno (PSOL-CE) apresentou projeto que propõe plebiscito sobre tornar a Companhia Energética do Ceará (Coelce) novamente em estatal. A ação, que iniciou tramitação na Assembleia na última semana, prevê que o eleitorado cearense decida sobre o futuro da empresa já na próxima eleição. A informação é do Jornal O Povo.

 

“O eleitorado será chamado a responder (sim) ou (não) à seguinte questão: Você é a favor da reestatização da Coelce?”, diz o projeto. Segundo Roseno, a discussão é necessária após recente aumento de até 13,64% na conta de energia do Estado, que “trouxe a público o descontentamento com os rumos tomados por essa empresa”, pondera.

 

Ainda segundo Roseno, os constantes aumentos e a má qualidade dos serviços puseram em suspeição a eficácia dessa privatização para uma significativa maioria dos cearenses, diz o deputado. “É necessária uma ampla consulta ao povo, para que esse decida sobre a oportunidade ou não de reversão dessa privatização”, afirmou.

 

No início de 2016, a Câmara de Vereadores de Juazeiro do Norte instalou uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a cobrança da taxa de iluminação pública efetuado pela Coelce. A propositura foi do parlamentar Normando Sóracles(PSDB). Ainda compõem a comissão dos vereadores Vieira Neto (PEN) e Cláudio Luz (PT).

 

Saiba mais

 

A Coelce foi privatizada em 1998, em leilão público realizado na antiga Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. A venda foi autorizada pela Assembleia cearense em 1997.

 

A proposta de Roseno vem na contramão do que vem anunciando o governo interino de Michel Temer (PMDB). Alegando redução de caixa, o presidente em exercício tem proposto “amplo programa” de concessões de equipamentos públicos para iniciativa privada. Receita é semelhante à aplicada por governos do PSDB nos anos 1990.

 

Fonte: Agência Miséria

*Com inf. de O Povo

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