Criadores somam prejuízos após morte de aproximadamente 12 toneladas de peixes no Açude Cachoeira

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1 jul 2014

14:16h.

Cerca de 10 a 12 toneladas de peixes morreram no Açude Cachoeira de Aurora. (Foto: Claudeney Pereira)

Cerca de 10 a 12 toneladas de peixes morreram no Açude Cachoeira de Aurora. (Foto: Claudeney Pereira)

 

Cerca de 10 a 12 toneladas de peixes morreram no Açude Cachoeira de Aurora, onde é desenvolvido o projeto de piscicultura, que envolve pelo menos 20 famílias, que tiram dalí o seu sustento. Os peixes são todos da espécie tilápia, e são criados em tanques-rede. O desastre ambiental se deu a partir da última segunda-feira (23).

 

De acordo com Claudeney Pereira, ex-presidente da Associação Comunitária dos Piscicultores e Aquicultores de Cachoeira e Região, que mantém o projeto de piscicultura no local, em conversa com a reportagem do Portal Aquiconectados, o desastre ambiental está ligado diretamente ao fato de ter havido a chamada inversão térmica da temperatura da água, ocasionada por conta da recarga hídrica ocorrida este ano, quando uma área extensa de vegetação foi encoberta pela água. Como consequência o apodrecimento dessa vegetação causou a falta de oxigênio, provocando as mortes.

 

Segundo adiantou À nossa reportagem Claudeney Pereira, O fenômeno natural atingiu diretamente a espécie em suas fases pré-engorda e engorda; momento este em que o peixe já pesa acima de meio quilo. Não foram atingidos os peixes nas fases Alevino (filhote), pré-juvenil e juvenil, quando o peixe ainda está pequeno. Atualmente os criadores do Açude Cachoeira além de fornecerem a carne para consumo local, já exportam para a capital Fortaleza.

 

Os peixes são todos da espécie tilápia, e são criados em tanques-rede.  (Foto: Claudeney Pereira)

Os peixes são todos da espécie tilápia, e são criados em tanques-rede. (Foto: Claudeney Pereira)

 

De acordo com levantamento informal preliminar, os prejuízos podem ultrapassar os R$ 80.000,00 (oitenta mil reais). A perda atinge em cheio ao menos 11 criadores, envolvidos neste lote e que contraíram empréstimos financeiros para custear a criação. Das 120 gaiolas de peixes, cerca de 65 registraram mortes.

 

“O cenário é desolador, dar pena ver um trabalho de seis meses acabar dessa forma”, disse um dos criadores. Uma máquina da prefeitura finalizou na manhã desta quarta-feira o carregamento de toda a espécie morta.

 

O trabalho de retirada de toda a espécie morta precisou ser acelerada, contando com a participação de vários voluntários da comunidade, já que o manancial é responsável pelo abastecimento humano de toda a sede do município. A população abastecida com o liquido não será prejudicada.

 

Um técnico da Ematerce, responsável pelo acompanhamento do projeto é aguardado para realizar um levantamento para apontar detalhadamente o tamanho do prejuízo causado no local.

 

Da Redação, Renato Brito

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