Crônica: “Interprete de Sentimentos”

Crônica: “Interprete de Sentimentos”

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28 fev 2019

Passados exatos sete dias da repentina morte do senhor Chicô de Oliveira, sua neta, Amanda Tavares escreveu uma crônica em homenagem ao seu avô. Acompanhe abaixo:

 

Foto: Arquivo pessoal da família

 

Interprete de Sentimentos

 

Qué que ai? Bordão do meu avô que passamos a imitá-lo nas nossas conversas. Assim com o imitamos na coragem de enfrentar os desafios da vida. Ele nos ensinou que fugir dos problemas só os tornarão maiores do que são e, por isso, devemos enfrenta-los sempre. Hoje, sete dias após nossa despedida física, estamos enfrentando a dor da saudade. Os domingos no Tipi não serão mais os mesmos, não teremos o passeio após o almoço para tomarmos sorvete no Posto Cipó. Num desses passeios, você resolveu ir de passageiro e deixou que Vanessa fosse dirigindo. Ao perceber o excesso de velocidade, olhou para Vanessa e disse: Eu perdoo a morte, já vivi muito, mas você é capaz de perdoá-la? Nós transformamos a sua partida numa despedida cheia de simbolismos. Levei a carroceria da caminhonete cheia de flores e tivemos banda de música como você queria. Nossa despedida foi como você foi a vida inteira, elegante. Espero que, com o passar dos dias, consigamos perdoar a sua ausência.

Com amor, da sua neta Amanda.

 

Ouça a crônica, na narração do radialista Pedro Guedes.

 

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