Deputado José Guimarães é indiciado pela PF por corrupção e lavagem de dinheiro

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24 nov 2016
Valor da propina teria sido pago em dois cheques, no valor de R$ 97 mil. (FOTO: Agência Brasil)

Valor da propina teria sido pago em dois cheques, no valor de R$ 97 mil. (FOTO: Agência Brasil)

A Polícia Federal concluiu inquérito em que o deputado José Guimarães (PT-CE) é apontado como beneficiário de R$ 97,7 mil em propinas. A denúncia veio do delator Alexandre Romero, conhecido como Chambinho.

 

Ele contou aos procuradores do Ministério Público que o deputado petista teria usado sua influência junto ao Banco do Nordeste para a concessão do financiamento de R$ 260 milhões pela instituição a subsidiárias de uma empresa responsável pela construção de usinas eólicas do grupo Densevix (Engevix).

 

A troca de favores daria R$ 97,7 mil a José Guimarães, que receberia o valor em dois cheques. A cópia dos documentos, com os dados do político, foram apresentadas às autoridades policiais. No canhoto do talão havia o registro “despesas gerais de JG”, iniciais do deputado.

 

As investigações da Polícia Federal na Operação Lava Jato envolvendo o deputado iniciaram nesta quarta-feira (23), que indiciou o parlamentar pelos crimes de corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro.

 

No auge dos escândalos do mensalão, um assessor de José Guimarães foi preso com dólares escondidos na cueca. O valor era referente à defesa dos advogados desse caso, que Guimarães teria pagado com o cheque da propina. A Polícia Federal afirma ter indícios suficientes para também indiciar um ex-presidente do Banco do Nordeste do Brasil, sem citar nomes.

 

A respeito de informação divulgada na imprensa, dando conta de um pedido de indiciamento, o deputado José Guimarães declarou:

 

“Não fui notificado a respeito de tal decisão e, portanto, não conheço seu teor. No entanto, acerca da questão que originou esta querela, venho apenas reiterar que jamais pratiquei ato de natureza imprópria junto a qualquer instituição. Conforme declarei anteriormente, tenho a consciência tranquila de que jamais me beneficiei de recurso público, razão pela qual manifesto meu repúdio a todas as acusações.

 

Meu trabalho como deputado pressupõe o diálogo com inúmeras instituições públicas, bem como atendimentos a diversos interlocutores de todas as esferas, conforme se pode acompanhar diariamente pela minha agenda, amplamente repercutida nas redes sociais e na própria imprensa. Caso se concretize o indiciamento, será a oportunidade de provar minha inocência. E é isso que farei. Não temo a luta, pois foi nela que me forjei. Confiança na Justiça e respeito pelo povo que me concedeu mandato são meus aliados”.

 

Fonte: Tribuna do Ceará

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