Em último debate do 2º turno, Camilo e Eunício evitam polêmicas

Em último debate do 2º turno, Camilo e Eunício evitam polêmicas

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24 out 2014
Eunício e Camilo se enfrentaram ontem no último debate do 2º turno. (Foto: Tatiana Fortes)

Eunício e Camilo se enfrentaram ontem no último debate do 2º turno. (Foto: Tatiana Fortes)

Quem sintonizou ao debate promovido pela TV Verdes Mares com os candidatos ao Governo do Estado em busca de um clima tenso e acusações deve ter se frustrado. Em seu último encontro frente a frente antes do segundo turno, os candidatos Eunício Oliveira (PMDB) e Camilo Santana (PT) preferiam jogar na retranca, evitando arriscar os votos que já conquistaram. O resultado foi um debate em que as acusações foram deixadas de lado, focando-se nos programas de suas eventuais gestões.

 

Durante o primeiro bloco, no qual as perguntas eram de temas livres e os candidatos poderiam buscar atingir seu adversário nos pontos julgados mais vulneráveis, Camilo escolheu, primeiramente, o tema saúde. O assunto deu a ele a oportunidade de citar números favoráveis à atual gestão, dando destaque à construção de equipamentos pelo Estado, perguntando sobre as propostas do adversário para o atendimento de urgência e emergência. Como resposta, ouviu do peemedebista que os prédios devem sim ser construídos, “mas precisam funcionar”, prometendo concurso público de 12 mil profissionais para a área. Na única alfinetada do bloco, ele prometeu “colocar na secretaria de Saúde alguém que entenda de Saúde”, em referência ao seu desafeto, o secretário da pasta Ciro Gomes (Pros).

 

Eunício, por sua vez, perguntou ao adversário sobre um dos pontos que mais tem tocado durante a eleição: os 500 mil jovens que, de acordo com o senador, não estudam e nem trabalham. Camilo respondeu que “no debate anterior, eu perguntei onde o candidato tinha tirado esse número”, afirmando que o Ceará tinha mais de 80% de sua juventude na escola, além de sem o campeão nordestino de geração de empregos.

 

Temas espinhosos

 

Temas que em outros debates gerariam forte troca de acusações, dessa vez tornaram-se mornas críticas e promessas. Corrupção foi um exemplo.

 

Nas mãos de Eunício, o tema já foi de cargos criados com dinheiro do Fundo de Combate à Pobreza (Fecop) até o suposto de envolvimento de Camilo no chamado “escândalo dos banheiros”. Ontem, porém, virou apenas uma pergunta sobre o que o petista havia feito para combater a corrupção enquanto deputado estadual e secretário de governo, dando ao adversário a oportunidade de, mais uma vez, exaltar o Portal da Transparência e a Lei de Acesso à Informação. Enquanto isso, o senador falou, mais uma vez, de sua atuação no endurecimento da Lei da Ficha Limpa, aprovada pelo Congresso Nacional em 2010.

 

O tema Polícia Militar, que também foi uma fonte de críticas de Eunício contra o governo estadual, encontrou mais convergência do que divergência entre os postulantes ao Palácio da Abolição. Ambos concordaram com a ampliação do Raio, exaltando seu caráter “ágil” e “ostensivo”. Também prometeram valorizar a carreira dos profissionais de segurança pública do Estado.

 

O Povo

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