Extrema pobreza cai no Ceará, mas média ainda é maior do que a do Nordeste

Extrema pobreza cai no Ceará, mas média ainda é maior do que a do Nordeste

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3 dez 2014
Segundo o Ipece, 695.454 pessoas ainda viviam, em 2013, com uma renda domiciliar per capita de apenas R$ 83,68 por mês. (Foto: Natinho Rodrigues)

Segundo o Ipece, 695.454 pessoas ainda viviam, em 2013, com uma renda domiciliar per capita de apenas R$ 83,68 por mês. (Foto: Natinho Rodrigues)

O número de cearenses vivendo abaixo da linha da pobreza caiu 3,11% em 2013, na comparação com o ano imediatamente anterior. No total, 22.292 pessoas saíram dessa condição no ano passado, enquanto que, no Nordeste em geral, 64.686 entraram. Apesar desse recuo no Estado, 695.454 cearenses ainda eram considerados extremamente pobres, ou seja, viviam com uma renda domiciliar per capita de apenas R$ 83,68 por mês (menos de R$ 3 por dia). Tal quantidade representa 8,26% da populção do Ceará – uma porporção acima da média nordestina, que foi de 8,18%.

 

Os dados constam no Informe Nº 81, divulgado nesta terça-feira (2) pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece). Segundo o documento, o Brasil teve, em 2013, um aumento de quase 600 mil pessoas (alta de 7,99%) no grupo dos extremamente pobres, enquanto que, no Ceará, o movimento foi inverso. Entre os nordestinos, o total de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza cresceu 1,5%, de 4.315.674, em 2012, para 4.380.360, no ano passado.

 

Alta nas áreas urbanas

 

No que diz respeito ás áreas, o Ipece informou que, tanto para o Brasil, como para o Nordeste e o Ceará, o número de extremamente pobres cresceu nas áreas urbanas e nas regiões metropolitanas, diminuindo nas zonas rurais. Com efeito, pouco mais de 80 mil brasileiros moradores de áreas rurais deixaram a situação de pobreza extrema. O documento afirma que “efeitos demográficos, migratórios ou políticas específicas para o meio rural podem ajudar explicar os movimentos observados”.

 

Faixas etárias

 

No Ceará, houve acréscimos da pobreza extrema na classe jovem (de 15 a 29 anos de idade) e nos idosos (60 anos ou mais de idade). Entretanto houve redução na extensão da pobreza extrema nos grupos de crianças (de 0 a 14 anos de idade) e de adultos (30 a 59 anos). “Em uma busca por determinantes desses resultados, é relevante que se leve em conta, entre outros, os rebatimentos estaduais das mudanças ocorridas no Programa Bolsa Família-PBF, que aumentou a cobertura para famílias com crianças de 0 a 6 anos e de adolescentes de 7 a 15 anos”, explica o Ipece.

 

Diário do Nordeste

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