Falta de confronto entre líderes das pesquisas marca debate da Nordestv realizado em Sobral

PUBLICIDADE
27 set 2014
(Foto: Tribuna do Ceará)

(Foto: Tribuna do Ceará)

O debate entre candidatos ao Governo do Ceará desta sexta-feira (26) foi marcado por falta de confronto entre líderes das pesquisas. O evento, exibido pela Nordestv (canal 27), aconteceu pela primeira vez fora de Fortaleza. A cidade escolhida foi Sobral, sede da emissora.

 

Evitando confronto direto, Camilo Santana (PT), apoiado pelo governador Cid Gomes (Pros), e Eunício Oliveira (PMDB) passaram dois blocos sem se falar diretamente. Apenas no terceiro bloco, de tema livre, Eunício questionou o petista sobre a violência e saúde pública. A resposta fugiu do tema e abordou as obras planejadas para o combate à seca. Na réplica e tréplica, o tema sobre violência voltou a ser abordado, mas sem profundidade.

 

Com cinco blocos, o debate envolveu quatro temas: segurança, saúde pública, seca e educação. Eliane Novais (PSB) foi sorteada para iniciar as perguntas em todos os blocos. A partir daí, o quadro seguinte também passou a se repetir: Eliane perguntava a Camilo, que perguntava a Ailton Lopes (Psol), que perguntava a Eunício, que perguntava a Eliane. Apenas no terceiro bloco houve a mudança.

 

Com o debate cheio de promessas de cada candidato, o único momento de tensão criado foi quando Eliane apontou a existência de nove processos de improbidade administrativa envolvendo o nome de Camilo. Além disso, ela ainda enfatizou a polêmica do “escândalo dos banheiros”, em que o petista foi citado judicialmente.

 

Camilo pediu direito de resposta, que foi concedido. Ele explicou que foi apenas citado, e que não foi processado como réu. “Tenho todos os documentos aqui”. Além disso, declarou que os réus do processo envolviam Teo Menezes e seu pai. Também enfatizou que o caso aconteceu em junho de 2010, e que ele assumiu a Secretaria de Cidades somente em janeiro de 2011.

 

Segurança e saúde

 

No primeiro bloco, Eliane questionou Camilo sobre o “fracasso na política de segurança pública” do governo de Cid Gomes. Camilo defendeu a última gestão, enfatizando que houve redução de 15% da criminalidade durante este ano. Ele também ressaltou que investiria na polícia, e que também pretende criar escolas integrais para combater a possível causa do problema da violência.

 

Para Ailton, o petista indagou a questão de ações de urgência e emergência no interior do estado. O candidato do Psol, ao responder, acusou a Unidade Pronto de Atendimento (UPA) de ser uma promessa falaciosa e que o governo havia terceirizado a saúde pública, esquecendo de investir em atenção primária.

 

A pergunta para Eunício foi sobre segurança. Ailton ainda ressaltou que o candidato apoiava o governo de Cid até abril deste ano. O peemedebista, como resposta, utilizou a proposta das escolas integrais, que é semelhante a de Camilo.

 

Questionada sobre a saúde pública, Eliane ressaltou que não há concurso público há oito anos e criticou a atual gestão estadual.

 

Seca e educação

 

No segundo bloco, as perguntas foram sobre educação. Camilo aproveitou para ressaltar o trabalho da vice de sua chapa, Izolda Cela, elogiando seu desempenho e destacando os avanços que foram pautas nacionais.

 

Eunício explicou suas propostas e declarou que iria proporcionar escola de tempo integral para 200 mil alunos, além de abrir um diálogo maior com a sociedade. Já Eliane criticou novamente o governo, afirmando que não há cumprimento dos acordos, além de destacar as greves diversas da Universidade Estadual do Ceará (Uece), e a manifestação de professores que acabou em agressão na Assembleia Legislativa.

 

Somente Ailton abordou na resposta o tema da seca, destacando uma democratização dos comitês de bacias. Ele afirmou que há bastante água para indústrias, como a termelétrica do estado, mas não para agricultores familiares.

 

Temas livres

 

Durante os temas livres, Ailton foi incisivo com os candidatos e chegou a cobrar de Camilo um confronto direto com Eunício. Diversos temas foram abordados, desde o escândalo da Petrobras à Lei da Anistia. Durante as respostas, candidatos trocaram farpas e ressaltaram suas principais propostas.

 

Tribuna do Ceará

Comentários