Fortaleza é 3ª cidade no Brasil em mortes no trânsito; Barbalha entre as 10

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5 jan 2017

Pesquisa mostra que 52% das vítimas eram motociclistas, enquanto 27% pedestres e 17% estavam em outros veículos ( FOTO: NATINHO RODRIGUES )

Os acidentes no trânsito permanecem representando índices preocupantes no Estado. De acordo com o relatório “Retrato da Segurança Viária”, encomendado pela Ambev em parceria com a consultoria Falconi, Fortaleza configura-se como a terceira cidade brasileira com o maior número de óbitos por acidentes com veículos. Ao todo, foram 748 mortes, o que resulta em um índice de 29,1 mortes a cada 100 mil habitantes.

 

Os dados levantados são de 2014, mais recentes disponíveis. Fortaleza encontra-se atrás apenas de São Paulo (SP), com 1.315 vítimas, e Rio de Janeiro (RJ), com 1.039.

 

O problema não se resume à Capital. Duas cidades cearenses estão entre os dez municípios brasileiros com maior índice de óbitos por 100 mil habitantes. Naquele ano, Sobral apresentou 267 óbitos, um índice de 133,7 mortes a cada 100 mil habitantes, o que a deixou em segundo lugar no ranking. Já Barbalha, aparece com o 4º maior índice, de 188,3, após contabilizar 69 mortes.

 

Outras cidades que apareceram na lista estão localizadas no Maranhão, Goiás, Espírito Santo, Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Além disso, no geral, o Ceará foi o sexto estado brasileiro com o maior registro de número de óbitos por acidente de trânsito, num total de 2.268 mortes em todo o ano de 2014.

 

À frente, por ordem, estão São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Bahia. Desse total, segundo a pesquisa, 52% das vítimas foram motociclistas, enquanto 27% eram pedestres e outros 17% estavam em outros veículos.

 

Feridos

 

Em relação ao número de feridos nas ocorrências de trânsito, mais de 12 mil pessoas foram acidentadas, o que torna o Ceará o terceiro em número de vítimas não-fatais no Brasil. No ano analisado pelo levantamento, o gasto com óbitos e feridos por conta das ocorrências no trânsito chegou a R$1,116 bilhão.

 

Dentre os feridos, 58% deles estiveram envolvidos em incidentes com motocicletas. A pesquisa destaca ainda que, em 2011, a frota de motos no Ceará superou a de automóveis.

 

Nordeste

 

A Região Nordeste foi considerada como a segunda maior em número de mortes por ocorrências em estradas e vias públicas. Foram 13.430 óbitos, desses, 51% eram motociclistas. A frota desse tipo de veículo é determinante para os índices, já que representa 44% das formas de locomoção dos nordestinos.

 

Ao todo, o Brasil apresentou um aumento no número de vítimas por conta de acidentes de trânsito em 2014, em relação aos anos anteriores. A quantidade total de mortos chegou a 44.471 pessoas, o que representa 11.156 óbitos a mais que o registrado no ano de 2003, um aumento de 33,4%.

 

O indicador de óbitos por 100 mil habitantes também foi superior, chegando a 21,9 em 2014, enquanto em 2003 o índice era de 18,8. A estimativa é de que, apenas no ano apreciado pela pesquisa, foram utilizados mais de R$18 bilhões por conta das mortes e dos feridos por acidentes ocorridos no trânsito.

 

Fonte: Diário do Nordeste

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