Há 60 anos, morria tragicamente Francisca Augusto da Silva (Mártir Francisca de Aurora)

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9 fev 2018

Dia 9 de fevereiro de 1958, sítio Várzea de Conta, zona rural do município de Aurora foi palco do amor desfeito que deu no martírio de Francisca Augusta da Silva. Moça tirada da vida aos 17 anos pela fúria machista do agricultor Francisco Ferreira Barnabé ou Chico Belo – moço de 25 anos que virou maldito em trovas de cordéis e foi condenado a 24 anos de prisão na cadeia pública da Capital cearense.

 

Primeiro santuário de Mártir Francisca. FOTO: ARQUIVO/ AQUICONECTADOS

 

A pendenga, que deu na morte “santa” de Francisca, tem várias versões. A mais contada começa quando o pai da moça mandou que fosse desfeito o noivado de oito meses e o rapaz pegasse de volta a aliança. Ele seria muito bruto para se casar com a filha dele. Em depoimento ao promotor Dário Batista Moreno, Chico Belo contou que depois de rompido o compromisso foi pra casa e atravessou a noite chorando. Chegou a se mudar para o Maranhão e namorou outras moças, mas não esqueceu Francisca ou Neném – como a chamava. Lá, teria também sido vítima do fim de outro noivado.

 

De volta a Aurora e por não admitir que Francisca se casasse com outro homem, porque ainda lhe dedicava “ardente paixão”, Chico Belo atalhou a vítima no meio de caminho. Covardemente, segundo descrição do processo 48/1958, da Comarca de Aurora, “o bárbaro matador desferiu contra a indefesa jovem, cruel e perversamente, com alongada faca peixeira, onze ferimentos”.

 

Francisca, que voltava dos festejos dedicados a São Sebastião, não teve chance de se defender. Pelo menos três testemunhas do martírio a viram se levantar e tentar fugir após a primeira sessão de facadas. Percebendo que não matara “a peste”, Chico Belo regressou ao local do crime e redesenhou o destino dela e amaldiçoou o próprio.

 

O pai de Francisca, o desgostoso Manoel Pedro Ferreira, antes de ir embora para o Assaré, ergueu um cenotáfio para religar lembranças. Desde então, há 60 anos, o local é marco de rezas, promessas, graças, recanto de devotos.

 

Tanta veneração fez com que os devotos de Mártir Francisca construíssem uma capela para missas e a parada derradeira das romarias marcadas para todo dia 9 de cada mês. Dia do martírio da “moça da capelinha”.

 

A santa popular de Aurora. É assim que Martir Francisca é considerada para muitos, que atribuem a ela milagres das diferentes formas.

 

Neste dia 9 de fevereiro de 2018, sessenta anos após sua morte, Mártir Francisca é festejada por uma diversificada programação ao longo de todo o dia.

 

Programação

 

 

 

 

 

Logo após a Santa Missa teremos a premiação dos ganhadores da I Corrida Mártir Francisca, pelos respectivos doadores dos prêmios.

 

I Prêmio 300,00
II Prêmio 200,00
III Prêmio 100,00

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