Homem é preso no Crato por jogar lixo em terreno baldio

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17 abr 2015
Até os policiais que conduziram o acusado à delegacia do Crato se surpreenderam quando o delegado deu voz de prisão. FOTO: YAÇANÃ NEPONUVENA

Até os policiais que conduziram o acusado à delegacia do Crato se surpreenderam quando o delegado deu voz de prisão.
FOTO: YAÇANÃ NEPONUVENA

Um motorista de uma empresa beneficiadora de mel foi preso neste município na tarde da última terça-feira (14), por uma equipe da Polícia Militar Ambiental por estar jogando lixo em um terreno baldio próximo ao Centro da cidade. O homem (nome preservado pela Polícia) foi abordado pelos policiais enquanto descarregava do caminhão pedaços de madeira e de papelão. O crime, tipificado como poluição, é inafiançável e, além da detenção de 1 a 5 anos, o motorista também terá de pagar multa no valor de R$ 10 mil. O motorista encontra-se recolhido em um dos xadrezes da Cadeia Pública do município de Crato.

 

Ao perceberem que o homem jogava o material no terreno abandonado, os policiais decidiram chamar os fiscais da Semace para que o motorista ou a empresa por ele representada sofresse algum tipo de sanção. Ao chegar à Delegacia Regional de Polícia Civil do Crato, onde foi instaurado o procedimento legal, os policiais se surpreenderam com a prisão em flagrante do suspeito.

 

“Houve uma surpresa geral. Nem mesmo os policiais e os agentes da Semace imaginavam que ele (o motorista) ficaria preso. A ação praticada por ele está tipificada na Lei Ambiental como poluição. É um dos piores crimes que alguém pode cometer contra a Lei Ambiental. O cidadão precisa compreender que possui obrigações e que a lei existe para ser cumprida sem distinções”, disse o delegado Giuliano Sena, titular da regional da cidade do Crato.

 

“Ele disse que mandaram jogar o lixo no terreno. Se ficar comprovado que o proprietário da empresa tinha conhecimento de que o lixo seria depositado em local proibido ele também deverá ser indiciado. A própria empresa, enquanto pessoa jurídica, também poderá sofrer indiciamento”, explicou o delegado.

 

Diário do Nordeste

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