Hospitais públicos “estão na UTI”, diz futuro secretário de saúde do Ceará

Hospitais públicos “estão na UTI”, diz futuro secretário de saúde do Ceará

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31 dez 2014
Futuro secretário da Saúde, Carlile Lavor reconheceu a carência de hospitais e diz apostar na formação de novos profissionais. (Foto: Mauri Melo/O Povo)

Futuro secretário da Saúde, Carlile Lavor reconheceu a carência de hospitais e diz apostar na formação de novos profissionais. (Foto: Mauri Melo/O Povo)

Recém-nomeado titular da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), o médico sanitarista Carlile Lavor admite que os hospitais públicos precisam de atenção em caráter emergencial. “Os hospitais (públicos) estão na UTI”, declarou. De acordo com o secretário da futura gestão Camilo Santana (PT), os principais programas e projetos da gestão atual devem ser mantidos. Investir na formação do profissional da saúde deve ser o foco para abastecer novos hospitais.

 

“Se você vai a qualquer hospital, hoje, no Ceará, pode ver filas grandes e doentes nos corredores. É um sofrimento tanto para o doente, que fica esperando ser atendido, quanto para os profissionais, que não conseguem atender bem porque é muita gente”, reconheceu Lavor. O futuro secretário acompanhou ontem o governador Cid Gomes (Pros) durante visita ao canteiro de obras da unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Ceará, no Eusébio. Lavor é o coordenador do escritório da entidade em Fortaleza.

 

Já o secretário-executivo da Sesa, Acilon Gonçalves, que trabalha ao lado do atual titular da pasta, Ciro Gomes (Pros) e também esteve na visita, considera o cenário da saúde estadual bem resolvido. “Os últimos quatro (anos da gestão) prepararam o Ceará para receber equipamentos que os próximos quatro (anos) vão consolidar”, garantiu. “Se alguém precisa de um atendimento preventivo, tem o (programa) Saúde da Família. Quando não resolve, tem que ter uma atenção secundária; aí o Ceará implantou, em cada microrregional, centros de especialidades odontológicas e policlínicas. E, se tiver um agrave de emergência, tem as UPAs”, enumerou.

 

Um ponto em comum avaliado por Gonçalves e Lavor é a formação do profissional da área da saúde no Ceará. Eles dizem que a construção de novos hospitais não é tão primordial quanto investir na capacitação de especialistas. “Nós não dispomos ainda de profissionais especializados para atender na velocidade que o Ceará avançou”, reconheceu Acilon. “Os prédios são muito importantes – e é animador vê-los subindo – mas as pessoas que vão trabalhar dentro deles são ainda mais importantes”, reforçou Carlile Lavor.

 

A unidade da Fiocruz – polo industrial e tecnológico da saúde, previsto para ser inaugurado em 2016 – pode agir como catalisadora desse processo de formação. “No momento em que você tem a educação cerceando a saúde, o interesse dos profissionais é fazer correto. E você fazendo saúde correta, a população é a grande beneficiada”, estimou o executivo da Sesa.

 

O Povo Online

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