Larvicida suspenso no RS é utilizado em todos municípios do Ceará para combater o Aedes aegypti

PUBLICIDADE
16 fev 2016
Larvicida é utilizado no combate ao Aedes aegypt (FOTO: Creative Commons – CC BY 3.0)

Larvicida é utilizado no combate ao Aedes aegypt (FOTO: Creative Commons – CC BY 3.0)

Um tipo de larvicida causou polêmica após a suspensão de sua utilização por um estado brasileiro. O Rio Grande do Sul considerou o Pyriproxyfen, utilizado no combate ao mosquito Aedes aegypti, uma possível ameaça para os casos de microcefalia. No Ceará, a substância é utilizada em todos os 184 municípios.

 

A Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa) ressaltou que, por indicação do Ministério de Saúde, o larvicida é utilizado em todo o estado. A secretaria repassa para as prefeituras que, a partir dos agentes, distribui a substância de forma preventiva em caixas d’água e esgotos.

 

Uso nacional

 

Após as polêmicas, o Ministério da Saúde publicou nota, no último sábado (13), sobre o uso do Pyriproxyfen. O órgão ressltou que não existe nenhum estudo epidemiológico que comprove a associação do uso do larvicida e a microcefalia.

 

“O Ministério da Saúde somente utiliza larvicidas recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Os produtos passam por um rigoroso processo de avaliação da World Health Organization Pesticed Evaluation Scheme (WHOPES). O Pyriproxifen está entre os produtos aprovados por esse comitê e também possui certificação pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que avalia a segurança do larvicida no Brasil”, consta.

 

O ministério enfatizou que a gestão do Rio Grande do Sul tem autonomia para utilizar o produto adquirido e distribuído pelo Ministério da Saúde ou desenvolver estratégias alternativas. E detalhou que somente recomenda a utilização de larvicidas em situações especiais, onde há necessidade de armazenamento de água e os depósitos não podem ser protegidos fisicamente.

 

No Sul

 

A Secretaria de Estado da Saúde do Rio Grande do Sul (SES/RS) tomou tal decisão após um estudo argentino apontar a possibilidade de a substância potencializar a má formação cerebral causadas pelo vírus zika. A hipótese de que o produto agravaria a microcefalia foi feita pela organização médica argentina “Physicians in the Crop-Sprayed Towns”.

 

Fonte: Tribuna do Ceará

Comentários