Morre Foguinho, um dos ícones do rádio esportivo do Ceará

PUBLICIDADE
15 jul 2014

Foguinho agradecendo as homenagens pelos seus 50 anos de atividades no rádio (Foto: Agência Miséria)

Já disseram algumas vezes e não custa nada repetir que em qualquer momento que se for escrever a história da radiofonia esportiva cearense e brasileira, o nome de Francisco de Assis Silva (Foguinho) deverá estar presente. O coração de um dos maiores ícones da cronista esportiva estadual parou de bater nas primeiras horas desta terça-feira no leito de um dos hospitais de Juazeiro do Norte. A morte de Foguinho deixa um legado para a posteridade de trabalho, superação e companheirismo.

 

Ele morreu aos 69 anos de idade vítima de um coração que foi implacável com o mesmo diante de uma voz que arrebatou emoções nos seus gritos de gols pelo Brasil e até no exterior. Foguinho sempre foi um homem irrequieto e exemplo de profissional correto e apaixonado por aquilo que faz. Onde a bola estivesse rolando ele ia ao encontro, pois não suportava viver distante do futebol e sem transmitir as alegrias que este proporciona sabendo até, com suas palavras, reduzir os impactos das tristezas.

Ao lado do seu compadre e amigo Wilton Bezerra, Luiz Carlos e Eimar de Lima (Foto: Agência Miséria)

Ao lado do seu compadre e amigo Wilton Bezerra, Luiz Carlos e Eimar de Lima (Foto: Agência Miséria)

Muitos aprenderam com o mesmo quando dava os seus primeiros passos no rádio e não eram poucas as vezes que incentivava e orientava. Recentemente, ele lançou o livro “Foguinho Vida e Obra” contando em 44 páginas os seus feitos, cuja história ali narrada deve servir de exemplo para muitos em qualquer atividade profissional. A obra deixa muito claramente a sua profunda convicção de que as dificuldades eram apenas desafios e não barreiras intransponíveis para quem ousa, tem determinação e vontade de chegar.

O sorridente Foguinho com parentes, colegas radialistas e empresários (Foto: Agência Miséria)

O sorridente Foguinho com parentes, colegas radialistas e empresários (Foto: Agência Miséria)

Para o seu compadre, amigo e colega radialista Wilton Bezerra, essa foi a grande lição da vida de Foguinho para todos nós. Um homem obstinado que viveu boa parte de sua vida com um microfone em punho, olhos no gramado e a busca por transmitir emoções. Não foi com facilidades que se tornou um dos mais respeitados nomes da crônica esportiva. Soube cultivar amizades por onde passou e, quando poucos acreditavam, levou o rádio do interior a transmitir Copas do Mundo.

Em momento de descontração com o também narrador esportivo Batista Fonseca (Foto: Agência Miséria)

Em momento de descontração com o também narrador esportivo Batista Fonseca (Foto: Agência Miséria)

Mesmo falando apenas o nosso idioma, lá estava Foguinho com a cara e a coragem. Sua inquietude não o deixava ficar em casa quando a bola rolava e prometia emoções. Nem as complicações cardíacas e a visão sacrificada lhe tomaram o microfone das mãos. Insistiu até onde deu sempre disposto para mais uma batalha da vida, pois desafios eram com ele mesmo. Será difícil ver a tribuna de Imprensa do Romeirão sem sua presença alegre e deixará muitas saudades.

Agência Miséria

 

Comentários