Placar do impeachment: Veja como votará o deputado cearense que você elegeu

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10 abr 2016

Se dependesse somente dos votos da bancada cearense para a aprovação do impeachment, a presidente Dilma Rousseff (PT) permaneceria na presidência da República. Dos 22 deputados federais do Estado, 12 são declaradamente contra o impedimento da presidente. Para ser aprovado, o processo precisa do apoio de 342 dos 513 parlamentares durante a votação no Plenário, prevista para 15 de abril.

 

O Tribuna do Ceará listou a posição dos cearenses com base nas assessorias parlamentares e nas informações do vice-coordenador da bancada do Estado, deputado Cabo Sabino (PR) (ARTE: Fernanda Moura/Tribuna do Ceará)

O Tribuna do Ceará listou a posição dos cearenses com base nas assessorias parlamentares e nas informações do vice-coordenador da bancada do Estado, deputado Cabo Sabino (PR) (ARTE: Fernanda Moura/Tribuna do Ceará)

 

Para garantir um placar nacional a favor de Dilma, o Governo tem exatamente uma semana para convencer aliados e simpatizantes sobre a permanência da petista no cargo. Apesar da provável aprovação do impeachment na Comissão Especial da Câmara e de sua influência sobre os deputados, o resultado no Plenário é considerado uma incógnita.

 

O vice-coordenador da bancada cearense, deputado Cabo Sabino (PR) apoia o impeachment, mas não hesita ao afirmar que, no Ceará, as posições estão definidas em favor da presidente. Ele lista como apoiadores da permanência de Dilma até mesmo a correligionária Gorete Pereira que, através da assessoria, afirma que ainda não decidiu como votará. A única indefinição é sobre o voto do suplente Mauro Benevides (PMDB) que assumirá a vaga de Aníbal Gomes (PMDB) no próximo dia 12, devido à licença médica.

 

Entre os votos contrários, estão os deputados Genecias Noronha (SD), Moroni Torgan (DEM), Moses Rodrigues (PMDB), Raimundo Gomes de Matos (PSDB), Ronaldo Martins (PRB), Vitor Valim (PMDB) e Danilo Forte (PSB), único representante do Ceará na Comissão Especial que analisa o pedido de impeachment.

 

Força tarefa

 

Nos últimos dias, aliados do Governo têm investido em conversas nos bastidores, pedidos de apoio e redistribuição de cargos, principalmente após a saída do PMDB do Governo. Sabino destaca que, apesar de o impeachment ter maioria na Comissão, o resultado da votação no Plenário ainda não pode ser previsto devido a essas articulações.

 

No Ceará, segundo o vice-coordenador da bancada, houve encontros de parlamentares com o governador Camilo Santana (PT), que pediu voto contrário à saída de Dilma.

 

O líder da bancada do Ceará, José Airton Cirilo (PT), acredita que o impeachment não será aprovado na Câmara. “Não houve crime de responsabilidade cometido pela presidente Dilma Rousseff, e somente um grave atentado às leis pode configurar crime de responsabilidade suficiente para um impeachment, portanto esse processo não tem base legal”, defende.

 

Próximos passos

 

A próxima fase do processo de impeachment é a votação na Comissão Especial do relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), favorável ao acolhimento do impeachment. A votação está prevista para a segunda-feira (11).

 

Com o resultado da Comissão, a Câmara tem prazo de 48 horas, após publicação do parecer, prevista para o dia 12, para incluí-lo na Ordem do Dia. No dia 13, haverá a publicação no Diário do Legislativo. A partir daí, conta-se mais 48 horas para que o parecer vá a voto no plenário, o que deve acontecer na sexta-feira (15).

 

O processo é arquivado se menos de dois terços dos deputados votarem pela continuidade. Para abertura do processo, dois terços dos deputados (342 de um total de 513) devem votar a favor. O processo é, então, enviado ao Senado.

 

Tribuna do Ceará

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