Polícia Federal do Piauí confirma vazamento de tema da prova de redação do Enem 2014

Polícia Federal do Piauí confirma vazamento de tema da prova de redação do Enem 2014

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18 dez 2014
O delegado declarou que a dificuldade de investigar esse caso é causada pela disseminação rápida da informação no Whatsapp, muitas vezes sem identificação. (Foto: Reprodução)

O delegado declarou que a dificuldade de investigar esse caso é causada pela disseminação rápida da informação no Whatsapp, muitas vezes sem identificação. (Foto: Reprodução)

Alexandre Uchôa, delegado regional de Combate ao Crime Organizado da Superintendência da Polícia Federal no Piauí, confirmou que houve vazamento do tema da prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014.

 

As investigações iniciaram após denúncia do estudante piauiense Jomásio Barros, de 17 anos, que postou em seu perfil no Facebook uma fotografia de seu celular, que mostra o recebimento da primeira página do exame de redação por Whatsapp às 10h47min, antes do início da prova.

 

O delegado Alexandre Uchôa afirmou que o vazamento ocorreu já nos locais de aplicação das provas e não houve furto em uma gráfica ou empresa de transporte.

 

“Tecnicamente, o vazamento existiu, a perícia constatou que ele recebeu em seu celular o tema da prova antes do horário. Ele recebeu a foto minutos antes. Não saiu da gráfica, o vazamento pode ter ocorrido no local de aplicação das provas, mas a gente não tem ainda como comprovar o início, mas foi poucos minutos antes das provas. Não quer dizer que vazou um dia antes, que a prova saiu da gráfica, não tenho nenhum elemento para dizer isso.” disse o delegado federal.

 

Uchôa ainda declarou que a dificuldade de investigar esse caso é causada pela disseminação rápida da informação no Whatsapp, muitas vezes sem identificação.

 

Ainda segundo o delegado, o vazamento do tema da prova da redação no Piauí não tem relação com as fraudes registradas neste ano no Ceará e na Paraíba. Estes últimos foram casos de cola, por ponto eletrônico, de pessoas que fizeram a prova com antecedência e uma quadrilha repassou o gabarito em troca de dinheiro pago pelos candidatos.

 

“No Ceará foi caso de ponto eletrônico e o caso do Piauí ainda não tem ligação com o da Paraíba, mas ainda estamos investigando”, falou o delegado.

 

O Povo Online

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