Por que eles sempre aparecem?

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19 ago 2014

Por Pedro Guedes
Não é nenhuma novidade a presença de candidatos estranhos ao nosso cotidiano em época de campanha política. Especialmente, essa que elege o Presidente da República, governadores e parlamentares. Numa cidade, por mais que humilde seja, eles estão lá: tapinhas no ombro, conversa mansa, algumas promessas e aquele sorriso por demais suspeito. Assim, é a marca registrada deles, que procuram a todo custo, uma vaguinha no “paraíso”, aquela que muitos são capazes de negociarem a própria mãe para consegui-la.

 
É incrível, eles sempre retornam. E não adianta colocar tramelas, são rápidos, lisos (do do verbo escorregar e não do verbo alisar, sem grana no caso). Ah, isso eles têm bastante, para o proveito deles, claro. Lisos, na forma de chegar, de abordar, conversar e tentar convencer, exibindo um filme que já estamos cansados de ver. Mesmo assim, os desavisados sempre caem e findam enganados.

 

Não generalizo, mas a grande maioria é assim. Do contrário, não estaríamos há décadas, clamando por melhorias que não vêm. Como disse, eles surgem e aparecem do nada. A ousadia é tanta que, muitas vezes, chegam ao cúmulo que nós não conhecemos do que realmente se trata. Vi um dia desses, um chegar por aqui e cruzar a cidade de um canto a outro, a pé, acompanhado de uns quatro gatos pingados com muito barulho e um saco cheio de promessas.

 
Ganhe a eleição, um desses aí e… só lembranças, nada mais. Assim, já fizeram muitos. E o pior, pra surpresa nossa, alguns acabam conseguindo mesmo esse feito, por culpa do chamado, eleitor idiota. É Evidente que não há nenhum impedimento para continuarem com as visitas de praxe(de quatro em anos, claro). Mas, poderiam ser barrados e perguntados: Que diabos o senhor faz aqui? Nunca o vi! E que conversa mole é essa? O senhor não tem nenhum serviço prestado por essas bandas, não vem aqui ,fora dessa época. Não, não acredito no senhor. Ah, tenho mais o que fazer!

 
Seria essa, a principal resposta dada por um “cabra macho do sertão” a alguns desses intrometidos. Mas, no fundo, o sertanejo, apesar de possuir muita razão para isso, ainda carrega consigo uma certa educação, trazida dos seus antecedentes e leva tudo, de certa forma, no base do deixa pra lá. A melhor maneira seria então, fazer numa ocasião dessas, o seguinte: Tá bom, eu voto no senhor. Agora tem uma coisa: Se o senhor, me decepcionar, pronto. Nunca mais apareça por aqui, seja a última vez.

 
Amigos, uma frase dessas, vindo de um homem de bem, de um eleitor consciente, vale como uma sentença, um decreto. Agora, vindo de um ignorante, de um alienado, dura somente quatros anos, igualzinho a promessa do seu candidato, que não cumpriu o combinado e volta a enganá-lo. Eis aí, a principal causa desse desmantelo governamental: Se enganam e ainda ajudam a ser enganados.

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