Segunda fase da ‘Operação Medellín’ foi deflagrada, ontem, em vários municípios da região, inclusive em Aurora

Segunda fase da ‘Operação Medellín’ foi deflagrada, ontem, em vários municípios da região, inclusive em Aurora

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8 jul 2016
Durante a ação, mais de duas mil munições e 20 armas de calibres variados foram apreendidas em quatro municípios da região do Cariri ( Fotos: André Costa )

Durante a ação, mais de duas mil munições e 20 armas de calibres variados foram apreendidas em quatro municípios da região do Cariri ( Fotos: André Costa )

A segunda fase da ‘Operação Medellín’ foi deflagrada, ontem, nos municípios de Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha, Missão Velha, Caririaçu e Aurora, na Região do Cariri. Um empresário dono de uma loja de armas e munições, a única permitida pelo Exército Brasileiro (EB) na cidade de Juazeiro do Norte, foi preso porque negociava o armamento com pessoas que não tinham autorização para comprar ou portar.

 

De acordo com o delegado Giuliano Sena, titular da Delegacia Regional do Cariri, a investida tinha como objetivo combater a movimentação de armas e munições, para que não chegassem aos criminosos. “Na ‘Lojas Taurus’ as munições eram negociadas até por telefone. Muitas eram compradas por traficantes para o cometimento de homicídios”, explicou. A loja foi alvo de um mandado judicial de suspensão da atividade econômica e deverá permanecer fechada por 30 dias.

 

Junto com a ‘Ximenes Caça e Pesca’, a ‘Lojas Taurus’ distribuía munição nas Regiões do Cariri, Centro-Sul e Inhamuns, conforme a Polícia. Durante a ação mais de duas mil munições e 20 armas de calibres variados foram apreendidas.

 

Intermediários

 

Segundo o delegado, os traficantes da cidade do Crato tinham intermediários que iam até os estabelecimentos receber as munições. “Eles escolhiam pelo telefone, depois passava outra pessoa para pegar. A munição adquirida por um desses criminosos foi utilizada em um homicídio, cometido no último dia 24 de junho”, explicou Sena.

 

A operação visava cumprir dois mandados de prisão preventiva, um contra o empresário que já foi capturado; e outro contra outra pessoa que ainda não foi encontrada pela Polícia.

 

Segundo Giuliano Sena, mais oito suspeitos foram conduzidos à Delegacia Regional do Crato e autuados em flagrante por negociar os produtos de forma ilegal. Três deles pagaram fiança e foram liberados. Cinco pessoas foram conduzidas coercitivamente para prestarem esclarecimento. Além disto, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão em estabelecimentos sem autorização para vender o material bélico e em residências.

 

Como é o Exército Brasileiro que faz o controle da venda de armas e munições, o delegado disse que irá comunicar ao Comando da Instituição. “Vamos comunicar ao Exército que o estabelecimento estava vendendo o material sem nenhum controle. Acreditamos que a loja seja fechada definitivamente”, explicou Sena.

 

O material que era comercializado nas lojas ilegais é fruto de contrabando, conforme o delegado. Ele afirmou que ainda será apurado como chegava ao Cariri. A empresa Taurus explicou que não tem lojas físicas. Giuliano Sena disse que este era apenas o nome fantasia do estabelecimento, mas outras marcas eram comercializadas no local.

 

Desdobramento

 

O titular da Delegacia Regional declarou que esta fase da operação foi um desdobramento da primeira. “Prendemos 43 traficantes na primeira fase. Eles foram ouvidos e deram indicativos de onde estavam conseguindo armas. Percebemos que havia uma facilidade muito grande para a aquisição. A PM de Juazeiro, que tem apreendido muitas armas, nos repassou informações importantes e deflagramos esta segunda fase”, disse.

 

O Exército Brasileiro (EB), por meio do Setor de Comunicação da 10ª Região Militar, informou que o órgão fiscaliza os estabelecimentos autorizados através do Certificado de Registro. “Até agora não fomos acionados oficialmente por quem está investigando o ocorrido. Se eles tivessem autorização nossa para funcionamento, com certeza já teríamos sido acionados. De qualquer forma estamos acompanhando através do nosso Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados (SFPC)”.

 

Fonte: Diário do Nordeste

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