Seis irmãos e mãe resgatados após 19 anos em cárcere privado em Fortaleza

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25 ago 2017

FOTO: ILUSTRATIVA

Seis irmãos, com idades entre quatro e 19 anos, e a mãe foram resgatados de situação de cárcere privado, na manhã desta sexta-feira, 25, em um apartamento no bairro Aldeota. O pai dos adolescentes e da adulta, filha mais velha, foi conduzido à Delegacia suspeito de manter a família sem contato externo. O caso foi descoberto após denúncias anônimas ao Conselho Tutelar.

 

O procedimento do caso está sendo realizado neste momento, na Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que o caso está sob segredo de justiça, e a Polícia Civil apenas cumpriu decisão judicial.

 

A Defensoria Pública do Estado do Ceará ingressou, por meio do Núcleo de Atendimento da Defensoria da Infância e da Juventude (Nadij), ação urgente de medida protetiva para acolhimento institucional dos irmãos. Segundo o órgão, a família vivia em situação de cárcere privado há 19 anos num apartamento no Dionísio Torres.

 

A denúncia foi feita por meio do Disque 100 e, conforme a Defensoria, configura cárcere privado, negligência e agressão cometidos pelo pai contra a esposa e os seis filhos. O pedido da Defensoria de abrigamento temporário da família até apuração dos fatos foi deferido pela da 3a Vara da Infância e Juventude, Mabel Viana Maciel, nesta manhã.

 

Cárcere

 

A situação de cárcere privado, no apartamento em Fortaleza, foi constada na última sexta-feira, 18, por membros do Conselho Tutelar, acompanhados por equipe da Dececa.

 

A Defensoria identificou que os filhos do empresário não frequentam a escola, não vão ao médico e não têm convivência com amigos ou outros familiares. O órgão também aponta que a família não saía do apartamento e não tinha qualquer prática de lazer, esporte ou convivência social.

 

“A alegativa para o isolamento da família corrobora para o entendimento de problemas psíquicos sofridos pelo genitor com relatos alucinatórios”, diz nota da defensoria. Segundo a defensora publica Ana Cristina Barreto, a realidade dos irmãos é totalmente contrária ao Estatuto da Criança e Adolescente.

 

Fonte: O Povo

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