Veja como o Ceará está se preparando para lidar com o ebola

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11 out 2014

ebolaEra quase impossível, afirmavam gestores e profissionais da saúde. Porém, ontem, o primeiro caso suspeito de ebola no Brasil foi registrado, em Santa Catarina. No Ceará, a unidade de referência nacional para a doença, o hospital São José, realizou dez treinamentos para profissionais e fará outro nesta segunda, 13.

 

Equipamentos de proteção também já foram adquiridos e outros estão previstos para chegar. Recepcionistas, porteiros, funcionários da limpeza, corpos de enfermagem e médico estão recebendo desde informações básicas sobre a doença até instruções de segurança.

 

O plano de contingência do hospital foi elaborado há cerca de um mês e conferências semanais estão sendo realizadas junto ao Ministério da Saúde (MS) e à Secretaria da Saúde do Estado (Sesa). A recomendação do MS é de encaminhamento de qualquer caso suspeito para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (Fiocruz), no Rio de Janeiro.

 

A coordenadora da Comissão de Controle e Infecção (CCIH) do São José, Evelyne Girão, explica que as medidas têm início na entrada da unidade. “A recepcionista pergunta se o paciente fez alguma viagem, se veio da África ou teve contato com alguém que veio e se está com febre. Caso sim, prioriza o paciente e já aciona a equipe da emergência que, paramentada, vai saber os períodos do contato e dos sintomas”, detalha.

 

O teste para malária faz parte do procedimento para confirmação da suspeita. “Mais da metade da população da África têm malária. Se o resultado do teste der negativo, transfere-se o paciente”, diz. Conforme Evelyne, levar os casos suspeitos para o Rio de Janeiro é essencial por causa da estrutura disponível na cidade. “No São José, por exemplo, não tem um laboratório com nível de segurança máximo para examinar o sangue. O ebola demanda uma estrutura diferente das doenças que a gente está acostumado a tratar”, diz.

 

Procedimentos

 

O atendimento no São José não prevê internação. Hoje, conforme Evelyne Girão, todos os leitos de isolamento estão ocupados. “Se, por acaso, tivermos um caso suspeito e o paciente estiver grave, sangrando, com pressão baixa, aí a área de isolamento será evacuada para posterior transferência”.

 

Para ela, a ocorrência de uma epidemia da doença no Brasil é uma possibilidade distante, mas é necessária a preparação. “Se tiver algum caso, será importado, sem transmissão aqui. Mas temos de nos preparar”, reforça.

 

O Povo Online

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